Staak Med

O excesso de informação e a facilidade de acesso a ela nem sempre é algo positivo

Atualmente qualquer um acha que “saber sobre” algum tema lhe torna expert no assunto. E aí começam os problemas. Isso quando o “autodidata” não se acha ainda superior e começa a orientar, por exemplo, sobre uso de medicamentos.⁣

Você pode ler e estudar bioquímica e farmacologia à vontade. É ótimo. Mas isso não te permite indicar uso de medicamentos para outras pessoas. Além de ser completamente anti ético e imoral, no Brasil essa prática é ILEGAL!⁣

As sucessões de c4g4d4s é incrível. Inicia o uso de algum fármaco seja pra qual fim for. Por conta própria ou por orientação de algum guru. Surge um colateral. Associa outro medicamento para controlar o colateral. E nessa bola de neve, quando vê, está usando 5, 6, 7 ou mais fármacos…⁣

Não se avalia as interações medicamentosas, interações medicamento-alimento, entre outras situações.⁣

Mas na minha concepção, o pior é que a automedicação ou a orientação feita em cima de conhecimentos “adquiridos livremente na internet” é completamente alheia ao raciocínio clínico.⁣

O raciocínio clínico se desenvolve na imersão da graduação, com cargas horárias extensas sobre vários assuntos e forma aprofundada… se aprende a correlacionar coisas que os livros ou artigos não ensinam.⁣

Não é porque você estuda determinado assunto por conta própria que será capacitado a fazer uso de determinadas substâncias, muito menos indicar o uso aos outros.⁣

Fora a indicação do uso de substâncias ILEGAIS, produzidas em laboratórios clandestinos e comercializadas no mercado paralelo. Sabe-se que essas substâncias tem mais de 40% de adulteração e contaminação (esta por outros compostos, metais pesados e até mesmo biológicos). Meu, na boa, como vocês tem coragem de enfiar isso pra dentro?⁣

Seja consciente.⁣

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